Publicado em harmonia com a portaria nº 326, de 21 de maio de 1907. Imprensa Nacional. Lourenço Marques. 1907. De 24x15,2 cm. Com 107, [iii] págs. Brochado. Exemplar com etiqueta da Livraria Triunfo colada no pé da folha de rosto e com ex-libris de Eduardo Moreira colado no verso da mesma folha. O autor, governador do Distrito da Zambézia, com capital em Quelimane, começa por louvar as determinações do Decreto de 23 de maio de 1907, que segundo a sua opinião facilita muito o trabalho dos governadores de Distrito. Contém pormenorizadas descrições da situação dos diversos escalões administrativos, dos problemas com a cobrança do mussoco e da acção das grandes Companhias do Boror e da Zambézia, que o Governador elogia pela forma como administram os respectivos prazos. Relata o desenvolvimento do contrabando devido à falta de fiscalização, o estado de guerra permanente que se verificava desde 1902 nas terras do Lomué e Tacuane e os problemas causados pelos métodos comerciais dos comerciantes indianos, designados por monhés. Transcreve muitos documentos na totalidade, como a Ordem de Serviço Nº1, de 13 de Abril de 1905, sobre a organização em Administração Civil das terras da Maganja da Costa e do prazo Mucuba. Transcreve igualmente partes dos relatórios dos directores das alfândegas de Quelimane e de Chinde assim como extractos de relatórios das grandes companhias que relatam os graves problemas climatéricos e epidemiológicos que afectavam o distrito desde 1905. Apresenta muitos mapas e tabelas com dados estatísticos alguns desde o ano de 1893. Folheto muito raro e de excepcional importância para a história da colonização portuguesa e para a história de Moçambique. René Pélissier. História de Moçambique, Editorial Estampa. Lisboa. 1988. Volume II, p. 516.